Entrevista do Carl para a NME

Entrevista do Carl para a NME

O Carl deu uma entrevista para o repórter Andrew Trendell da NME onde falou sobre ter tocado na América do Sul e sobre seus planos para o futuro, tanto com os Libertines, quanto com os Jackals.

 

Como foi tocar na América do Sul com o The Libertines?

É meio que um continente intocado por nós, na verdade. Os fãs foram uma loucura. Tinha gente tocando guitarra em frente ao hotel, foi um festival pequeno. Foi ótimo.

O que você acha que tem na música do The Libertines que se traduz tão bem em outra cultura?

Não sei, na verdade. Tem um senso de lealdade e eles adoram o fato de nós termos feito o esforço. Mas é mais profundo que isso. Há, definitivamente, um tipo de ressonância. Simplesmente paixão.

Em que você está trabalhando, agora que a turnê acabou?

Eu tenho o The Jackals, então estou me reunindo com o pessoal. Nós meio que tivemos uma reunião uma noite dessas, botamos as cartas na mesa. Nós queremos gravar e lançar algo enquanto o Peter toca na América do Sul.

O primeiro álbum dos Jackals, “Let It Reign” tinha um som bem rock. Você vai continuar com esse tipo de som?

Com o The Jackals, eu consigo produzir muito mais material mais pesado do que com o The Libertines. Eu procuro por isso, fazer algo diferente. Não faz sentido ter a mesma banda duas vezes, com uma delas sendo pequena e a outra sendo imensa – como uma penny-farthing. Tem uma química diferente e os garotos tem um histórico musical mais pesado, então é ótimo mudar um pouco. Nós brincamos com direções diferentes, mas queremos manter a banda orgânica e livre.

Você ouve muito rock?

Eu cresci ouvindo Rage Against the Machine e Iron Maiden, se você for voltar bastante no tempo. Eu ouvia Megadeth, Metallica e esse tipo de coisa. Eu lia a Kerrang e a Metal Hammer. Depois, mais coisas como Kyuss e Queens of the Stone Age – eu sempre tive um fraco por isso. Angústia nunca mente.

Você já teve alguma ideia de material novo pros Libertines ou está focando nos Jackals por enquanto?

Nós queremos nos juntar. Queremos comprar o nosso próprio espaço, o que é meio que um projeto longo e complicado. Tem muitos planejamentos e muitos “talvez”, sobre os quais não posso dizer muita coisa, mas estamos querendo comprar nossa própria fábrica. Se não tivermos alguma coisa até o ano que vem, meu nome não é Donald Clinton.

Houve uma espera de uma década por Anthems for Doomed Youth (2015). A pressão é tão grande e amplificada quanto naquela época?

Acho que nós estamos numa posição agora em que a pressão é sempre grande. Sempre foi. A pressão é para fazermos o melhor disco que pudermos. Estou empolgado e confiante que nós temos algo a dizer e sobre o que escrever como sempre e que toda aquela química pode ser expressa de forma verdadeira.

O que tem te inspirado ultimamente?

As coisas sobre as quais nós escrevemos são meio que temas que duram a vida toda, são parte do vocabulário. Eu certamente acho que é bom explorar novas ideias e escrever sobre outras coisas, mas as nossas vozes são as nossas vozes e isso não vai mudar.

Então podemos esperar mais “clássicos dos Libs”?

Acho que sim. É um jeito legal de olhar para a coisa. Nós vamos arregaçar as mangas e o trabalho duro vai compensar. Arbeit macht frei”.

Você vai tocar num show beneficente especial em Londres para crianças refugiadas com Ed Harcourt mês que vem. É uma causa importante para você?

Como pai, isso absolutamente acaba comigo. Pensar no que aquelas crianças estão enfrentando, e os pais delas. É assustador que nós não tenhamos a voz ou o sistema de democracia para impedir que esse tipo de merda aconteça, pra início de conversa. É algo que leva dor para o coração de qualquer ser humano decente.

Como você descreveria a sua relação com o Ed?

Ele é meio que meu cunhado, então nós passamos muito tempo juntos em família. Eu o respeito muito e ele já tocou com os Libertines algumas vezes. O último álbum dele, Furnaces, é muito bom.

O que mais você tem ouvido ultimamente?

Djangology do Django Reinhardt, como sempre. Black Waters. A banda da minha irmã, The Au Revoirs, eles lançaram um single na sexta-feira. Eu tenho produzido muito ultimamente com pessoas como Barns Courtney, dos Estados Unidos.

 

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